quinta-feira, 2 de julho de 2015

UNIFESO promove encontro com professor Emerson Merhy
No dia 21 de maio o Centro de Ciências da Saúde (CCS) do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) promoveu um encontro com o professor Emerson Elias Merhy, pesquisador sobre micropolítica do trabalho e o cuidado em saúde. Pela manhã o convidado ministrou a conferência “Desafios da sustentação da mudança curricular”, com a participação de professores, profissionais de saúde e estudantes do CCS e dos demais cursos do UNIFESO; à tarde ele participou de uma roda de conversa sobre o tema “A educação permanente no ensino e no serviço – o papel da escola” com facilitadores de educação permanente. O sucesso da vinda do professor Merhy levou a coordenação do evento a abrir a estudantes e professores a reunião realizada à tarde.
Segundo o professor Merhy, o convite para este encontro foi aceito com o intuito de fazer uma reflexão a partir das construções de imagens sobre o tema. “Organizei-me para tratar de algumas questões que sejam de interesse de vocês, mas que venham da minha experiência. É quase inevitável que muitos de nós, com anos dedicados à área de Saúde e com diversas experiências, venhamos dar um sentido ao tema da formação, e militamos intensamente na busca de uma nova possibilidade de produção de nós mesmos, trabalhadores do campo da saúde”.
A professora Mariana Beatriz Arcuri, diretora do CCS, disse que “este é um momento muito importante, é o início das nossas comemorações de dez anos de mudança curricular no curso de Medicina. Na realidade são dez anos da implantação de um currículo integrado, do registro de um desafio que significou muito para a Instituição como um todo, cujo curso de Medicina já completou mais de 40 anos de existência”.
Convidada para o evento, a professora Etelka Czako Cristel, que foi coordenadora do curso de Medicina durante nove anos e esteve à frente do processo nos primeiros passos da mudança curricular, pôde contribuir com sua análise. Ela participou dos debates e constatou que “hoje existe uma preocupação muito maior do estudante e do corpo docente com o profissional que se está formando, refletindo se atende à demanda da sociedade e se está adequado à realidade de hoje”. O atual coordenador do curso de Medicina, professor Manoel Pombo, salientou que esteve “presente nesta mudança, como professor, desde o início, enfrentando desafios para evoluir nesse processo, que é permanente, contínuo e que na realidade nunca se encerra, porque é um modelo que nos faz perceber as necessidades de mudanças que vão ocorrendo a intervalos extremamente curtos. Então vamos fazendo observações a cada período, pois temos necessidades novas que são supridas progressivamente”.
O professor Alexandre José Cadilhe, diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, observou que “a mudança em relação à formação e ao currículo traz um impacto muito grande na questão do ensino, em que tem que se pensar uma série de processos. Esse impacto na nossa Instituição não aconteceu somente no ensino, mas de forma muito significativa na pesquisa e extensão também”. Encerrando a conferência, o professor José Feres Abido Miranda, Pró-Reitor Acadêmico, sugeriu ao público que “se aproprie das experiências e construa os conceitos e a capacidade de analisar as situações vividas na prática com uma visão global”.

Sobre o convidado 
O professor Emerson Elias Merhy é livre-docente em Planejamento e Gestão em Saúde (Unicamp), doutor em Saúde Coletiva (Unicamp), mestre em Medicina Preventiva (USP), graduado em Medicina (USP). É professor titular de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Campus Macaé); professor associado (aposentado) da Unicamp; Ex-coordenador da Linha de Pesquisa Micropolítica do Trabalho e o Cuidado em Saúde, vinculada à Pós-Graduação da Clínica Médica da UFRJ. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase nos processos de Avaliação da Produção do Cuidado e o Mundo do Trabalho em Saúde, bem como em Gestão e Planejamento em Saúde, atuando principalmente nos temas trabalho em saúde, medicina social, rede básica, gestão da mudança e gestão de processo de trabalho, educação permanente e gestão organizacional. Atua ainda como pesquisador nas relações intercessoras entre micropolítica do trabalho, educação permanente e produção de conhecimento, tendo participado do desenvolvimento de metodologias de investigação pautadas pelos processos de avaliação compartilhadas.

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